A economía angolana está cada vez mais forte


Data de Publicação: Ago 23, 2012


As agências de notação de risco (rating) internacionais Fitch Ratings (FITCH), em 23 de Maio de 2012, Standard & Poor´s Rating Services (Standard & Poor´s) em 22 de Agosto, e Moody´s Investors Services (Moody´s) em 23 de Agosto, unanimemente, mantiveram a avaliação de que a economia angolana continua robusta, um resultado tanto mais expressivo quando se sabe que no cenário internacional perdura a incerteza sobre a solução da crise de dívidas soberanas de países mais ricos e desenvolvidos. A estas avaliações soma-se a recente avaliação positiva do FMI sobre o desempenho económico do País, divulgado no seu website em 02 de Agosto.

Por essa razão, as agências de rating, que nos últimos 12 meses rebaixaram a notação de risco de diversos países europeus, resolveram manter a notação do risco do crédito soberano de Angola em “BB“ nas tabelas da Fitch e da Standard & Poor´s, elevando a perspectiva de estável para positiva, e em “Ba3” na tabela da Moody´s.

Esta conclusão decorre do fortalecimento das contas internas e externas e das perspectivas de crescimento robusto do País, que assim se mantém habilitado a conquistar, no ano próximo, o acréscimo de mais um “B” à sua notação, face ao bom desenrolar que se antevê para as eleições gerais livres de 31 de Agosto, quando então poderá ingressar no grupo dos países classificados com o grau de investimento.

A agência Fitch deu destaque ao facto de que políticas económicas prudentes ajudaram o País a reconstruir e fortalecer as contas públicas e externas, tornando-o menos vulnerável a um choque adverso do preço do petróleo e preparando-o para um período de crescimento sustentado, apoiado por melhores políticas económicas, com adequada compreensão dos riscos associados aos ciclos de preços das commodities e a melhoria do processo orçamental, facultando uma melhor gestão das receitas e despesas.

Deste modo, a perspectiva de médio prazo da agência Fitch para a economia angolana é favorável, com um crescimento médio acima de 6%, antevendo que a produção de petróleo bruto deverá aumentar de cerca de 1,6 milhões de barris/dia em 2011 para mais de 2 milhões em 2014, com os preços do petróleo mantendo o superavit das contas correntes e fiscais e propiciando o aumento das reservas internas e externas. Para 2012, a agência Fitch prevê um superávit orçamental entre 7% e 8% do PIB, superior à previsão do Governo, face ao desempenho mais favorável do preço do petróleo.

A agência Moody´s identificou os três factores principais para elevar de estável para positiva a classificação “BB”. Em primeiro lugar, as perspectivas de forte crescimento económico sustentado pela expansão gradual da produção de petróleo, que deve ultrapassar 2 milhões de barris por dia em 2013, continuando a apoiar a diversificação da economia.

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