Governo e banco chinês assinam acordo de 2 biliões de dólares
| Data de Publicação: Sep 29, 2007 |
O Governo angolano e o Eximbank da China rubricaram um acordo consubstanciado num crédito de 2 biliões de dólares destinados à continuação do financiamento do programa de reconstrução de infra-estruturas em todo o território nacional. Rubricaram o documento o ministro das Finanças, José Pedro de Morais, e o presidente do Eximbank da China, Li Ruogu, no Complexo Protocolar do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda. Com o novo acordo, o total do empréstimo concedido por aquela instituição financeira ao Governo angolano ascendeu para 4,5 biliões de dólares. Em 2004, aquando do início do programa de reconstrução de infra-estruturas no país, o Eximbank já havia concedido 2 biliões de dólares. Em Maio último, a instituição disponibilizou mais 500 milhões de dólares destinados ao financiamento de acções complementares à primeira fase. O ministro das Finanças considerou, entretanto, "satisfatório" o balanço da cooperação entre os dois países. Fez saber que, na primeira fase, foram aprovados 106 projectos, dos quais 21 foram concluídos, 41 estão em execução e os restantes entrarão em implementação até ao final deste ano. Pedro de Morais indicou que o acordo ontem assinado vai contemplar mais de 100 projectos e possui duas componentes. A primeira visa continuar com a execução de alguns projectos iniciados em 2004, consubstanciados na construção de infra-estruturas sociais (escolas, hospitais, etc,) até 2008. O ministro garantiu ainda que o Governo vai continuar a dar cobertura financeira aos projectos no sector da energia eléctrica, agricultura (em termos de perímetros irrigados) e expandir um pouco mais o programa de reconstrução de estradas, sobretudo nas províncias do Norte, que, afirmou, "estão muito desprovidas deste tipo de infra-estruturas". A segunda componente do acordo visa a extensão da cobertura financeira para projectos de grande envergadura que têm estado a ser conduzidos pelo Gabinete de Reconstrução Nacional. Para José Pedro de Morais Júnior, o programa de reconstrução de infra-estruturas no país "está bem financiado" e a entrega das obras tem sido feitas em tempo oportuno. Considerou, por outro lado, que as obras que têm sido realizadas em Angola pelas empresas chinesas são de boa qualidade. A título de exemplo, indicou as obras realizadas na província da Huíla, cuja qualidade deixou satisfeito o presidente do Eximbank. Li Ruogu afirmou mesmo que o padrão de qualidade que o empreiteiro chinês está a aplicar num dos hospitais na Huíla é superior à média de qualidade dos hospitais do seu país. O ministro das Finanças sublinhou que o Governo vai criar mecanismos que permitam a subcontratação de empresas angolanas para as várias obras seja feita de maneira mais automática. "Não há razão para que os serviços básicos como transporte de areia, provisão de serviços de segurança, entre outros não sejam contratadas empresas nacionais" disse a concluir Pedro de Morais. |


