Discurso proferido por Job Graça, Vice-Ministro das Finanças, em encerramento do Seminário organizado pela AJEA
DISCURSO PROFERIDO POR Dr JOB GRAÇA, VICE-MINISTRO DAS FINANÇAS EM REPRESENTAÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA DR. JÚLIO BESSA, MINISTRO DAS FINANÇAS, NO ENCERRAMENTO DO SEMINÁRIO ORGANIZADO PELA AJEA Excelentíssimo Corpo Directivo da Associação dos Jovens Empresários de Angola. Excelentíssimos Senhores Convidados, Minhas Senhoras e Meus Senhores, Queiram aceitar fraternais saudações de Sua Excelência o Ministro das Finanças que, por problemas de agenda, delegou em nós a sua representação neste acto de encerramento do Seminário sob o tema " O Estado Presente e Futuro da Micro e Média Empresa" promovido pela AJEA. Estamos aqui hoje, pelos seguintes motivos: - Primeiro, porque partilhamos totalmente o espirito empreendedor e dinâmico deste colectivo de jovens que procura ser parte da solução dos problemas de transformação económica no nosso País; - Segundo, porque institucionais e de política económica que estamos a adoptar, a nível do Governo, visam, por via do investimento, afirmar e desenvolver a classe empresarial nacional e, por isso mesmo, no diálogo permanente, poderemos, sempre que necessário, corrigir tais políticas e progredir na sua implementação; e, - Finalmente, porque a AJEA tem sido um depositário de ideias e iniciativas que, se bem apoiadas, poderão marcar a diferença naquilo que deverá ser a gestão empresarial nos tempos modernos. O propósito estratégico do Governo de protecção do empresariado nacional resulta da nossa convicção profunda de que um empresariado forte dotado de espírito empreendedor e capital organizacional, é o agente principal das transformações tecnológicas e económicas que pretendemos executar para passarmos de uma economia dominada pelo Estado para uma que funcione com base em mercados competitivos e com alto potencial de crescimento económico. Isto requer que o Governo continue a aplicação de medidas que aumentem a competitividade da produção nacional, dentro de um modelo de crescimento moderno e que não retire á nossa economia o seu carácter aberto. Há dias, ao encerrar a "Conferência sobre o Empresariado Nacional", organizado pelo Grupo César & Filhos, Sua Excelência o Ministro das Finanças criticou aqueles membros que defendem a aplicação, nas presentes condições do nosso País, de um modelo de substituição de importações a qualquer preço. Concordamos com o Sr. Ministro das Finanças em que a implementação mecânica de uma tal estratégia representaria uma alocação da desigualdade na repartição de rendimento nacional. Parece-nos que a alternativa à um modelo de protecção que não corresponde às potenciais vantagens competitivas da nossa economia, é um "Programa Integrado de Fomento da Produção Nacional" para o qual os diferentes órgãos do Governo se têm vindo a preparar nos últimos tempos. Apraz-nos informar que um estudo recente, que procurou conhecer e sistematizar todos os factores que concorrem para o enorme défice de funcionamento do sector privado da economia nacional, identificou, dentre outros, os seguintes problemas estruturais crónicos: - baixíssima produtividade dos factores de produção; - irrelevante ou insuficiente qualificação técnico-profissional dos recursos humanos; - obsolescência tecnológica do nosso parque industrial; - fortes limitações no abastecimento regular de água e electricidade; e, - fraca densidade das relações intersectoriais. Após análise dos factores que, na opnião dos próprios empresários, constrangem as suas decisões económicas e conhecidas as causas que inibem a actividade económica, foram identificadas as estruturas-tipo de custos empresariais, por grandes sectores de actividade económica nacional, com a finalidade de se entender que categorias de custo mais pesam na produção. Minhas Senhoras e Meus Senhores Com base na informação que acabamos de referir, propor.se-á o "Programa Integrado de Fomento da Produção Nacional " que incluirá a acção promotora do Estado através de formas que vão desde a reabilitação de infra-estruturas económicas até à concessão de incentivos fiscais e financeiros. Para levarmos a bom termo estas acções, precisamos da parceria das Associações Empresariais, baseada no diálogo aberto e construtivo, como este que temos vindo a assistir. No processo de formação de tal parceria, pela facilidade que tem em analisar as necessidades especificas do sector empresarial jovem do nosso País, a AJEA pode transformar-se num parceiro privilegiado do Governo. Estamos certos que outras Associações, com um historial de sucesso na defesa dos interesses dos respectivos grupos empresariais, irão igualmente posicionar-se nesta plataforma de diálogo. Para já a AJEA está de parabéns pela sua postura e por promover iniciativas como esta. Finalmente, gostaríamos de aconselhar os jovens empresários para as seguintes oportunidades que se apresentam no curto prazo: - Explorar negócios em mercados embrionários e, consequentemente, de branda concorrência e enorme potencial de crescimento como são as comunas e municípios do nosso vasto país; - Utilizar o Programa Novo Horizonte, que iniciará dentro em breve, para financiar pequenos projectos- note-se que a MicroSoft e a General Motors não terão nascidos já gigantes: - Aproveitar os cursos de formação a serem organizados pelo Instituto de apoio à Pequena e Média Empresa, para elevar o capital organizacional. Minhas Senhoras e Meus Senhores, Agradecemos o convite que a AJEA gentilmente nos endereçou. Agradecemos a paciência de nos ter escutado. Muito Obrigado Luanda, 02 de Agosto de 2002-Representação Ministro das Finanças |


