Inauguração da Sede Social do Banco de Fomento de Angola
DISCURDO DE JOSÉ PEDRO DE MORAIS, MINISTRO DAS FINANÇAS POR OCASIÃO DA INAUGURAÇÃO DA SEDE SOCIAL DO BANCO DE FOMENTO DE ANGOLA Encarregou-me Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro de proceder em seu nome, á inauguração da nova Sede Social do Banco de Fomento de Angola. Faço-o com redobrado entusiasmo para este acto representar mais um passo na consolidação do nosso ainda débil sistema bancário e no aperfeiçoamento do sistema financeiro nacional. Tal como nos outros Países, também aqui, em Angola, os Bancos são a forma primária de intermediação financeira e como tal o maior depositário das poupanças públicas, a principal fonte de crédito para as empresas e o principal actor no sistema de pagamentos. Num espaço de tempo curto assistimos a muitas transformações do Banco de Fomento em Angola; de sucursal de um Banco estrangeiro ele passou rapidamente a um Banco de direito angolano, criou a segunda maior rede de dependências bancárias no País. Saudamos esta política empresarial que consiste em expandir a actividade do banco e atingir os mais variados segmentos da clientela, incluindo as classes de baixo ou médio rendimento, as pequenas e médias empresas e os mercados no interior do País. Naquilo que lhe compete o Estado tem procurado criar as condições para que os agentes privados possam continuar a desenvolver os seus negócios. Em primeiro lugar prosseguimos o objectivo da estabilização macroeconómica. O mercado continuar a experimentar um excesso de liquidez que pressiona a taxa de câmbio de compra no mercado informal e com ela todos os restantes preços de mercado. Para assegurarmos os objectivos macroeconómicos do Governo será necessário garantir uma evolução mais suave dessa taxa não por meios artificiais (administrativos), mas sim levando o mercado a um ponto de equilíbrio entre a oferta e procura mais consentâneo com o objectivo que se tem em vista - baixar a inflação para um patamar de dois dígitos. O nosso sistema financeiro começa a estruturar-se com o aparecimento de novos produtos no mercado. Amanhã o Tesouro Nacional fará a sua primeira emissão de Títulos destinados à regularização da Dívida Pública. Na medida em que os credores do Estado passam a poder utilizar esses Títulos para colateralizar empréstimos bancários, estamos a levantar um dos principais obstáculos que existia à expansão do crédito interno ao sector produtivo em condições de segurança e solvabilidade. Num horizonte próximo, pretendemos estruturar o mercado de acções. Com um programa de privatizações ainda largamente por executar, lançar um mercado de valores mobiliários parece-nos o passo certo na instauração de um processo precisamos de um sistema bancário forte e dinâmico que possa reduzir a volatibilidade dos fluxos financeiros do sector privado. Nessa competição o Banco de Fomento de Angola apresenta-se com mérito próprio na pole position. Ao Presidente do Conselho de Administração do B.P.I. principal accionista do Banco de Fomento de Angola, a todos os Administradores, à Gerência e quadros executivos e a todos trabalhadores do Banco de Fomento de Angola as minhas calorosas felicitações e votos de muito sucesso. |


