Angola e EUA assinam acordo para assistência técnica


Data de Publicação: Dec 15, 2009


O Departamento do Tesouro do Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola, serão assistidos por um consultor norte-americano, do Departamento do tesouro dos Estados Um acordo na criação de uma estratégia para a emissão e gestão correcta da divida pública.

O acordo rubricado pelo ministro das Finanças, Severim de Morais e pelo Embaixador dos Estados Unidos em Angola Dan Mozena, vai também permitir aos Estados Unidos da América contribuir na melhoria do sistema de emissão de títulos do Banco Nacional de Angola e gestão de divida pública.

De acordo com o embaixador norte-americano, Dan Mozena, este acordo, que se traduz em apoio técnico, vai ajudar Angola a refinar e a implementar a sua estrutura de gestão de divida a medida que avança no reforço do seu sector financeiro.

Reconhecemos grandes evoluções em Angola. Os termos de acordo que assinamos hoje são um passo visível no cumprimento do compromisso que a Secretaria de Estado norte-americana, Hillary Cliton, e o ministro das Relações Exteriores de Angola, Assunção dos Anjos, estabeleceram em Luanda, quando declararam a sua intenção de construir uma parceria estratégica para o benefício de ambos os países.

Dan Mozena referiu que a assinatura do acordo, que permite aos Estados Unidos indicar um consultor-residente financeiro em Angola, vai permitir às instituições financeiras angolanas ter aconselhamentos sobre políticas e procedimentos que melhor favorecerão o crescimento contínuo de Angola.

Em nosso entender, esse apoio técnicos ajudará o Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola a desenvolver a capacidade de emitir títulos e de gerir a divida com maior eficácia, disse Dan Mozena, acrescentando que este acordo quadro permitirá a Angola avaliar melhor os recursos do seu mercado nacional e internacional, para financiar os investimentos do Governo sem recorrer às onerosas linhas de credito internacionais.

Por sua vez, o ministro das Finanças, Severim de Morais, reiterou que Angola tem trabalhado, de forma árdua e afincada, na melhoria da gestão interna, actuando de acordo com os modelos e práticas aconselháveis.

Quanto ao acordo rubricado, o governante angolano disse que o mesmo se reveste de grande importância, porquanto vai permitir ter um apoio qualitativo, quer para a emissão de títulos, quer no que diz respeito à gestão da divida pública.

O acordo que assinamos aqui é um passo importante na manutenção da cooperação bilateral com os Estados-Unidos da América, à luz da última visita que a Secretaria de Estado norte-americana, Hillary Cliton, efectuou a Angola, frisou.

À luz do acordo, os Estados Unidos indicarão um consultor-residente financeiro em Angola para trabalhar directamente com o Ministério das Finanças e o Banco Nacional de Angola.