Ministro das Finanças diz que o Plano do Governo contribuiu para o acordo com FMI
| Data de Publicação: Oct 6, 2009 |
Ministro das Finanças, Eduardo Severim de Morais, disse em Luanda que a estratégia de combate à crise internacional, adoptada pelo Governo angolano, contribuiu para o entendimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), relativamente as últimas negociações com vista a assinatura em Novembro próximo, de um acordo de financiamento, sem pré-condições, denominado (SBA), Stand-BY Arrangement com Fundo Monetário Internacional. Nos termos do acordo, “Angola pode vir a obter o maior financiamento já concedido pelo FMI a um país da África Subsariana, nos últimos anos, sem as antigas condicionantes (garantias) e com as metas definidas pelo Governo”, admitiu Severim de Morais quando discursava na sessão de encerramento das XIII jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA). De acordo com Severim de Morais, a estabilidade macroeconómica assentou-se em fundamentos sólidos que habilitaram o país a beneficiar de linhas de crédito que o FMI passou, agora, a oferecer, sob novas regras e condições. As medidas adoptadas, reafirmou, já estão a produzir resultados, sobretudo na redução da pressão sobre as reservas internacionais e na subida gradual das receitas fiscais, acompanhando o retorno dos preços do petróleo para o ponto de equilíbrio com os demais indicadores de preços da economia real. Severim de Morais sublinhou que antes da crise, Angola equilibrou as suas contas, gerou supervits (excedentes), suficientes para regularizar os pagamentos em atraso da sua divida interna e externa, inclusive junto ao Clube de Paris, e fortaleceu as suas reservas internacionais. Na medida em que o mercado financeiro internacional retorna a normalidade, no entender do ministro, Angola apresenta-se como um dos países mais preparados para receber ofertas de crédito do sector financeiro privado. O Governo mantém o objectivo de diversificar a economia nacional, para acelerar a substituição competitiva de importações, promover as exportações do sector não-petrolífero e fortalecer a balança de pagamentos de forma sustentável. (Leia na integra, o discurso do Ministro das Finanças, no espaço matérias de Realce-Pronunciamentos) |


