Intervenção do Ministro da Economia na Conferência de Imprensa Conjunta Governo-FMI 30 de Setembro de 2009
| Data de Publicação: Oct 5, 2009 |
O Governo de Angola acaba de negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o maior financiamento que a instituição já concedeu a um País membro da África – Subsaariana nos últimos anos, anunciou o Ministro da Economia Nunes Júnior, no término das negociações que o Governo angolano mantinha com o Fundo. Numa conferência de imprensa bastante concorrida, o Ministro da Economia disse: “estamos satisfeitos com os resultados alcançados com as negociações que acabamos de concluir”. Trata-se de mais uma vitória para o nosso país e para o povo angolano, com implicações importantes quer ao nível doméstico (interno), como ao nível internacional. A principal consequência da crise económica e financeira internacional no nosso país foi a deterioração dos termos de troca. Com a diminuição do preço de petróleo no mercado internacional, diminuíram as receitas fiscais petrolíferas e por conseguinte o país passou a viver uma situação de escassez relativa de divisas. Esta situação veio dificultar a vida daqueles que precisam de moeda externa para efectuarem transacções com o mundo exterior, quer seja o próprio Estado, as empresas e as famílias. Trata-se de uma situação temporária, já que o preço do petróleo tem estado a recuperar e com ele o equilíbrio das contas externas e fiscais será restabelecido. Há o reconhecimento explícito do FMI de que o Governo angolano pôs em prática um programa robusto para fazer face a crise o que permitiu estabilizar as reservas internacionais líquidas e implementar os principais projectos e programas previstos para o corrente ano. Para fazer face a esta dificuldade temporária da nossa balança de pagamentos, Sua Excelência o Presidente José Eduardo dos Santos, manteve em princípios do passado mês de Julho em L' Aquila por ocasião da cimeira do G8, um encontro com o Presidente do FMI, Sr. Dominique Strauss Kahn. Nesse encontro foi solicitado o apoio do FMI para um financiamento à Balança de Pagamentos de Angola, pelas razões a que já nos referimos. A solicitação foi muito bem acolhida. Depois deste encontro os eventos decorreram a uma velocidade considerável. Uma primeira missão técnica do FMI deslocou-se ao nosso país em princípios do mês de Agosto, para negociações com as autoridades angolanas.Seguiu-se logo depois esta segunda missão agora em finais do mês de Setembro, sendo a mesma conclusiva, tal como acabamos de ouvir. Este acordo constitui um grande reforço da reputação e da credibilidade que Angola já granjeou e continua a granjear no contexto internacional, devido ao seu respeitável desempenho em virtualmente todos os domínios da vida política, económica e social, particularmente depois da obtenção da paz em 2002.Angola poderá obter o maior financiamento já concedido pelo FMI a um país da África subsaariana nos últimos anos. Este financiamento é concedido sem pré-condições. O Programa associado a este financiamento é o próprio programa do Governo. Os objectivos e metas a alcançar são os definidos pelo Governo, com uma especial atenção para o sector social onde a despesa do Governo para este fim nunca poderá ser inferior a 30%. Os principais indicadores macroeconómicos, como o crescimento económico, a taxa de inflação, o crescimento do emprego e o saldo das contas fiscais e externas. |


