Ministro das Finanças disse que a economia vai crescer dois dígitos em 2010
| Data de Publicação: Jul 3, 2009 |
A economia angolana, apesar da crise financeira internacional, vai crescer, já em 2010, na ordem dos dois dígitos, após o Governo ter revisto, em baixa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para 6,2 por cento em 2009, afirmou em Lisboa o Ministro das Finanças, Eduardo Severim de Morais, a margem da primeira reunião dos Ministros das Finanças da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, que decorreu em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Junho. Severim de Morais disse que a economia angolana cresceu nos últimos três anos, cerca de 18 por cento, mas em 2009 tivemos que rever o crescimento em baixa, em 6,2 por cento e esperamos um aceleramento em 2010 na ordem de dois dígitos. O Ministro das Finanças advoga a diversificação de fontes de receita para que a economia não fique exclusivamente dependente do petróleo. Se alguma lição se pode tirar da crise é de que não se deve estar tão dependente de um só produto, disse Severim de Morais, acrescentando que o Governo angolano está consciente desta realidade, pelo que aprovou a implementação de vários programas capazes de diversificar a economia nacional pelas vias da indústria transformadora e agricultura a par de outras áreas de captação de receitas e do incremento das exportações. A margem da primeira reunião dos Ministros das Finanças da CPLP, Severim de Morais participou também no Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que vai propor a criação de uma Confederação. Esta estrutura, mais profissional, vai permitir à CPLP, aparecer, a nível internacional, como um bloco económico. A ideia pode receber luz na próxima reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade, agendada para o mês de Julho, na Cidade da Praia, República de Cabo-Verde. O futuro bloco económico da CPLP, pretende-se que seja muito profissional e ambicioso e a ser aprovado, deve ser constituído até meados do próximo ano, altura em que termina a presidência portuguesa da CPLP e começa a presidência angolana da organização. |


